Ação a la John Wick
Atômica, adaptação de 2017 da HQ Atômica: A Cidade Mais Fria. Dirigido por David Leitch e estrelado por Charlize Theron e James McAvoy e trilha sonora por Tyler Bates. Com o orçamento de 30 milhões de dólares conseguiu arrecadar 100 milhões mundialmente. A Netflix anunciou que está produzindo a sequência.

Sinopse

Lorraine Broughton, uma espiã do MI6, é enviada para Berlim durante a Guerra Fria para investigar o assassinato de um oficial e recuperar uma lista perdida de agentes duplos. Ao lado de David Percival, chefe da localidade, a assassina usará todas as suas habilidades nesse confronto de espiões.

É bom?

Quem utiliza Netflix sabe que ao passar o mouse por cima de uma produção o trailer começa a rodar. E há alguns dias atrás ao passar com o mouse por cima de Atômica, me deparei com uma luta corpo à corpo de tirar o fôlego, e esse foi o meu gatilho para assistir ao filme, ainda mais por saber que o diretor também dirigiu Deadpool 2.

Atômica começa lento, dando poucas pistas sobre que rumo a trama tomara, mas aos poucos vai se aprofundando e apresentando os personagens gradualmente. A trama dá várias reviravoltas nos deixando em dúvida sobre o real plano do personagens, em especial David Percival, que ao longo da trama vamos descobrindo o que ele realmente é e oque deseja.

Atuações

As atuações são muitos boas, em especial de Charlize Theron e James McAvoy, que quando estão juntos em cena, o que ocorre ao menos 4 vezes, são hipnotizantes, o jeito que os dois levam o diálogo é cinema puro. Já Sofia Boutella fica um pouco para trás, mas não porque sua atuação é ruim, e sim porque todas as vezes que ele aparece é ao lado de Charlize Theron, que está impecável no papel, trazendo para a personagem um ar "frio", mas com camadas sendo estudadas ao longo do filme.

Fotografia

A Fotografia começa simples e sem muita expressão, mas vai ficando mais e mais criativa ao longo da trama. Ela é intelegente ao utilizar tons frios com a personagem de Charlize Theron e tons mais quentes com James McAvoy, que você entederá o motivo ao assistir o longa. Existem cenas que são unidas com atos, como em uma que uma personagem acende um cigarro e ao fazer o movimento de colocá-lo na boca, no meio dele a cena muda e quem termina o movimento é outro personagem, junções como essa ocorrem em outros momentos do filme, é só prestar a atenção. E claro, o tal plano sequência, que é extremamente bem executado, com pontos de corte muito bem colocados e com uma correografia na luta que dá arrepios de tão realista.

Edição/Mixagem de som

Continuando a falar do plano sequência, a edição e mixagem de som presente nele e em todo o longa é muito boa, dando espaços até para referências como em uma cena que o Wilhelm Scream é tocado. Ainda falando de som, agora sobre a trilha sonora. Ela é composta por músicas da década de 80 e elas encaixam muito bem com as cenas dando até ritmo a algumas.

Referências

Têm algumas referências no longa, uma já foi citada, o Wilhelm Scream, e outra bem perceptível é a do jogo Tetris, que foi lançado na década de 80, que foi uma febre na época, e uma quebra de quarta parada a la Deadpool. E antes que eu me esqueça, no filme há uma cena em câmera lenta que aliada a uma montagem e uma edição/mixagem de som muito boas, se converte em uma catarse ótima!

Conclusão

O filme é impecável pela proposta, um filme de ação/espionagem com um leve, porém existente desenvolvimento de personagem (que será mais aprofundado na sequência), tem uma trilha sonora animada pautada nos anos 80. Os poréns são clássicos de filmes de espionagem, como facilitadores de roteiro, que são problemas resolvidos com muita facilidade ou deixados de lado por fluidez, que se analisados em particular são percebidos, mas no longa acabam não sendo problemáticos e até sendo bons para o deselvolvimento mais fluído da trama. Minha nota para Atômica é 8,5/10.

16/07/2020

texto por: Alexander Jr

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